Trânsito: endurecimento das penas não significa redução das mortes

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LUIZ FLÁVIO GOMES. Estou no www.professorLFG.com.br

Mortes no Trânsito antes e depois da implantação do Código de Trânsito Brasileiro – De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil, nota-se que as mortes no trânsito, que vinham em crescimento nos anos anteriores à implantação do Código de Trânsito Brasileiro, em 1997, apenas tiveram queda nos dois anos subsequentes à implantação da lei, observando um crescimento logo após esse período.

As mortes no trânsito, que entre 1994 e 1997 tiveram um crescimento de 22%, nos anos seguintes à implantação da lei apresentaram certa queda. Entre 1997 e 1998 observou-se uma queda de 14%, chegando a 18% entre 1997 e 2000, ano em que as taxas voltaram a crescer. Entre 2000 e 2001 o crescimento apresentado foi de 5,2%, acompanhado de outro crescimento entre 2001 e 2002, que chegou a 7,3%.

Mortes no Transito_CTB

Mortes no trânsito antes e depois da implantação da Lei Seca em 2008 – Em 2008 foi aprovada no Brasil uma lei que proíbe a ingestão de álcool para condutores de automóveis nas estradas e cidades do país. A Lei inicial permitia que o condutor ingerisse, no máximo, 2 decigramas de álcool por litro de sangue, sendo que acima de 6 decigramas, seriam aplicadas penas de multa e de prisão.

Segundo dados do Datasus, do Ministério da saúde, o número de mortes no trânsito que vinha crescendo aceleradamente em anos anteriores teve queda apenas no ano subsequente a implantação da lei, voltando a subir logo em seguida, continuando seu processo de crescimento acelerado.

Entre 2000 e 2008, o crescimento aconteceu de forma linear, apresentando um aumento de 29%. No primeiro de aplicação da lei, 2008-2009, essa taxa teve uma queda de 1,7%, mas já no seguinte teve um aumento de 13,9%, continuando a crescer no ano seguinte (0,9%).

Mortes no Transito_Lei Seca

Em 2013, houve um endurecimento da lei anterior, ano a partir do qual começou a ser aplicado um conceito de tolerância zero, em que, o condutor poderá sofrer as devidas punições independentemente da quantidade de álcool identificada no sangue.

Ainda não estão disponíveis os dados oficiais do Datasus para esse ano, mas prevê-se que entre 2013 e 2014, tenha uma pequena queda, voltando a apresentar crescimento logo, como em anos anteriores. Várias capitais demonstram essa possibilidade, como São Paulo, cidade onde os homicídios dolosos no trânsito tiveram queda de 21% no primeiro semestre de 2013.

** Colabora: Flávia Mestriner Botelho, sociólogo e pesquisadora do Instituto Avante Brasil.

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Trânsito: endurecimento das penas não significa redução das mortes

LUIZ FLÁVIO GOMES. Estou no www.professorLFG.com.br

Mortes no Trânsito antes e depois da implantação do Código de Trânsito Brasileiro – De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil, nota-se que as mortes no trânsito, que vinham em crescimento nos anos anteriores à implantação do Código  de Trânsito Brasileiro, em 1997, apenas tiveram queda nos dois anos subsequentes à implantação da lei, observando um crescimento logo após esse período.

As mortes no trânsito, que entre 1994 e 1997 tiveram um crescimento de 22%, nos anos seguintes à implantação da lei apresentaram certa queda. Entre 1997 e 1998 observou-se uma queda de 14%, chegando a 18% entre 1997 e 2000, ano em que as taxas voltaram a crescer. Entre 2000 e 2001 o crescimento apresentado foi de 5,2%, acompanhado de outro crescimento entre 2001 e 2002, que chegou a 7,3%.

mortes codigo de transito

Mortes no trânsito antes e depois da implantação da Lei Seca em 2008 – Em 2008 foi aprovada no Brasil uma lei que proíbe a ingestão de álcool para condutores de automóveis nas estradas e cidades do país. A Lei inicial permitia que o condutor ingerisse, no máximo, 2 decigramas de álcool por litro de sangue, sendo que acima de 6 decigramas, seriam aplicadas penas de multa e de prisão.

Segundo dados do Datasus, do Ministério da saúde, o número de mortes no trânsito que vinha crescendo aceleradamente em anos anteriores teve queda apenas no ano subsequente a implantação da lei, voltando a subir logo em seguida, continuando seu processo de crescimento acelerado.

Entre 2000 e 2008, o crescimento aconteceu de forma linear, apresentando um aumento de 29%. No primeiro de aplicação da lei, 2008-2009, essa taxa teve uma queda de 1,7%, mas já no seguinte teve um aumento de 13,9%, continuando a crescer no ano seguinte (0,9%).

mortes lei seca

Em 2013, houve um endurecimento da lei anterior, a partir do qual começou a ser aplicado um conceito de tolerância zero, em que, o condutor poderá sofrer as devidas punições independentemente da quantidade de álcool identificada no sangue.

Ainda não estão disponíveis os dados oficiais do Datasus para esse ano, mas prevê-se que entre 2013 e 2014, tenha uma pequena queda, voltando a apresentar crescimento logo, como em anos anteriores. Várias capitais demonstram essa possibilidade, como São Paulo, cidade onde os homicídios dolosos no trânsito tiveram queda de 21% no primeiro semestre de 2013.

** Colabora: Flávia Mestriner Botelho, sociólogo e pesquisadora do Instituto Avante Brasil.

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